Bolonha, Itália

Prosseguindo minha viagem pela região da Emilia-Romagna, foi a vez de conhecer mais querida de todas! Bolonha, uma cidade conhecida por ter uma das melhores culinárias do mundo!

Dona de um dos pratos mais icônicos do mundo, a lasanha bolonhesa. Mas antes de chegar nessa parte, gostaria de destacar que nessa mesma cidade, nasceu a primeira faculdade do ocidente em 1088. Isso mesmo, há quase 10 séculos, é o berço do conhecimento nessa parte do mundo.

Durante a Idade Média, Bolonha tornou-se um importante centro de estudos jurídicos e atraiu estudantes de toda a Europa.

Entre seus professores e alunos mais famosos está o jurista Irnerius, um dos primeiros a lecionar Direito Romano na universidade.

A universidade surgiu como uma associação de estudantes que contratavam professores para ensiná-los. Esse modelo era chamado de universitas, termo latino que significava “corporação” ou “comunidade”.

Ao contrário de outras universidades medievais, que eram formadas por mestres, em Bolonha os estudantes organizavam a universidade, estabelecendo regras e contratando os docentes.

Com o tempo, a universidade expandiu suas áreas de estudo para incluir medicina, filosofia, matemática, teologia e outras disciplinas.

A princípio, a instituição era dedicada principalmente ao Direito, especialmente o Direito Romano, que estava sendo redescoberto na Europa na época.

Bolonha foi um modelo para a fundação de outras universidades europeias, como a de Paris, Oxford e Salamanca.

É também considerada um dos berços do sistema universitário moderno, com estruturas como faculdades, reitores e diplomas.

Atualmente, a Universidade de Bolonha é uma das mais prestigiadas da Itália e da Europa, com uma grande comunidade de estudantes internacionais.

Ela possui vários unidades em diferentes cidades italianas como Ravenna, Forlì, Cesena e Rimini.

Em 1999, foi anfitriã da Declaração de Bolonha, que deu início ao chamado Processo de Bolonha, uma reforma do ensino superior na Europa que busca padronizar os cursos universitários nos países do continente.

Como eu fui em agosto, o calor era infernal! Não recomendo, se não estiver acostumado com esse tipo de calor.

Digo, temperatura de 40 graus e sensação térmica de 45. Abafada, quase sufocante e me lembra o verão carioca, sem os seus astros principais: as praias e o mar. Aqui não tem um mergulho ou brisa para refrescar.

Outra característica marcante da cidade são seus lindos pórticos espalhados por toda cidade. São 68km de area coberta, fazendo da cidade a maior extensão de gelarias cobertas do mundo.

Os pórticos de Bolonha são uma das características arquitetônicas mais emblemáticas da cidade. Eles fazem parte da identidade urbana e cultural de Bolonha, e inclusive foram declarados Patrimônio Mundial da UNESCO em 2021.

Atualmente, Bolonha possui cerca de 62 km de pórticos, sendo aproximadamente 40 km apenas no centro histórico. O mais longo é o Pórtico de San Luca, com cerca de 3,8 km de extensão e 666 arcos, ligando o centro da cidade ao Santuário da Madonna di San Luca, no alto de uma colina.

Os pórticos começaram a ser construídos na Idade Média, principalmente a partir do século XI. Eles surgiram como extensões das casas, avançando sobre as ruas para ganhar mais espaço útil nos andares superiores, sem ocupar a via pública.

A prefeitura passou a regular sua construção, e em 1288 tornou-se obrigatório construir pórticos nas novas edificações, o que explica sua enorme presença na cidade.

Fotografando a cidade

A cidade tem praças lindas, várias vielas charmosas repletas de restaurantes, cafés e bares. Eu busquei fotos que resgatariam o que vivi e os pontos principais mais interessantes que passei.

Andei por mais de 15km esse dia, claro, parando, aproveitando os pontos turísticos como o lindo Duomo da cidade, que iria ser o maior de todos, mas foi barrado, bloqueado e esquecido pela igreja católica da epoca. Com isso a fachada de fora, não ficou pronta. Isso é notável quando você passa na frente.

Importante referenciar, que isso foi la atrás, quando um dos papas daquela época, não queria que outra cidade tivesse uma igreja maior que a de Roma.

Eles cortaram a verba e apoio a Bolonha, fazendo com que a igreja nunca tivesse sido terminada por fora.

Passando pelo centro histórico da cidade, é notório toda beleza da cidade exposta em cada canto. As praças principais se interligam, tornando fácil fazer os pontos turísticos principais da cidade. Como toda cidade Italiana, o centro histórico reúne as principais igrejas, praças e monumentos da cidade. Aproveitando as sombras dos pórticos, pude fotografar com mais calma para fugir do sol escaldante.

Para finalizar esse post, termino dizendo que comi a famosa lasanha bolonhesa e confirmo toda sua fama!

Não é papo, estava sensacional! Se em Asti, eu comi meu o melhor risoto de pomodoro da minha vida, em Genova a melhor massa com pesto, em Florença a melhor bisteca, posso assegurar que comi minha melhor lasanha da vida em Bolonha! A única diferença entre os exemplos anteriores é que já comi lasanha em todas as partes do mundo!

Foi um grande prazer passar por aqui, mesmo com todo esse calor que fazia. Viajar também é passar perrengue. Nunca vai ser perfeito, nunca vai ser possível casar tudo como gostaríamos, como disponibilidade, preços e época do ano que tiramos férias.

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